Planejamento financeiro e sua importância

Planejamento financeiro e sua importância
A prática é pouco adotada no Brasil
Um bom planejamento financeiro pode fazer mais pelo seu dinheiro.
São raras as pessoas que realizam planejamento financeiro, seja ele pessoal ou empresarial. E esta realidade está comprovada: a SPC Brasil, Serviço de Proteção ao Crédito, apontou em um estudo recente que apenas 50% dos brasileiros praticam o planejamento financeiro. E é bem provável que estes que realizam, o fazem de forma informal e precária.
Seja qual for sua posição neste momento (praticante ou não do planejamento financeiro), você pode fazer mais com sua renda. Poderá mudar seu futuro com um bom planejamento financeiro pessoal. Transformará sua vida e de seus familiares.
Planejando e investindo melhor seu dinheiro tornará suas finanças pessoais organizadas e você terá sua independência financeira.

A seguir, dicas de como planejar suas finanças na prática, para as seis áreas possíveis:

  1. Gestão financeira pessoal

Um bom planejamento financeiro pode fazer mais pelo seu dinheiro

Execute as dicas a seguir e tenha suas finanças organizadas!

  • Registre seus gastos: use aplicativo, planilha ou agenda, mas anote todas as entradas e saídas, independente do valor. Monitore seus gastos e receitas, quando menos esperar já estará habituado;
  • Elabore seu orçamento: planeje como utilizará seu dinheiro, antes de utilizá-lo;
  • Evite dívidas altas! Quando você as tem, você paga juros ao invés de receber juros, labutando pelo dinheiro e não o inverso, como deveria ser. Deixe os juros compostos trabalharem por você!
  • Quite suas dívidas: junte dinheiro, venda artigos que não use mais, faça o possível para se livrar delas;
  • Controle as parcelas de suas dívidas: tenha um valor mensal máximo para elas, sem que ultrapassem 30% de sua receita líquida mensal;
  • Consuma conscientemente: evite consumo social, não gaste mais do que ganha!
  • Verifique preços: hoje temos disponíveis várias ferramentas online de comparação de preços de passagens aéreas, reservas de hotéis e artigos diversos. Pesquise!
  • Cartão de crédito: estudos mostram gastos maiores quando se usa o cartão. Por isso evite-o!
  • Escolha cartão de crédito sem anuidade: há disponível no mercado opções sem anuidade, procure-as!
  •  Solicite descontos à vista: você pode ter uma redução de 5 a 10% do valor. Calcule quanto isso corresponde ao ano…
  • Poupe dinheiro: de todas as formas e sempre que possível, desde que se tenha um equilíbrio entre poupar e gastar.
  • Guarde pelo menos 15% do seu salário: necessário para começar a investir;
  • Objetivos financeiros: importante escrevê-los, com valor e prazo para atingi-los;
  • Viver de renda: defina como. Este é o maior e mais importante objetivo financeiro. Planeje sua aposentadoria: seu futuro e bem estar é não menos importante.

2. Independência Financeira (Aposentadoria)

Organização e planejamento são palavras-chave para a independência financeira.

Organizada e planejada a gestão financeira pessoal, é hora de definir a independência financeira, ou a aposentadoria. A seguir, dicas práticas de como proceder:

  • “Renda passiva mensal e anual”: defina o valor ideal da renda mensal, considerando custos atuais, custos extras que poderiam surgir e que surgirão no futuro. Para a renda anual basta seguir a dica anterior durante todo o ano;
  • Retorno real de investimentos: é aquele que excede a inflação. Muito importante para planejamento da aposentadoria. Deve ser levado em consideração;

RR = (1+retorno de seus investimentos) / (1+inflação) – 1

  1. Patrimônio meta para a independência financeira: representa 6% da renda passiva anual (definida anteriormente). Corresponde ao retorno real futuro de uma carteira de investimentos, sem custos e impostos;
  2. Ferramenta para cálculo de independência financeira: necessário dominá-la e está disponível em alguns sites (portanto, online);
  3. Gestão de ativos (Investimentos)3

3. Gestão de ativos (Investimentos)

Ações da Bolsa de valores é uma opção na gestão de ativos.

Se você já organizou a gestão financeira pessoal (item 1) e definiu como será sua independência financeira (item 2), é hora de definir a forma de atingir a independência financeira.

  • Reserva de emergência: cobre gastos imprevisíveis (se aprofunde a respeito);
  • Estude renda fixa e renda variável: é possível aumentar o retorno de investimentos com a renda variável, enquanto que é possível perder dinheiro em aplicações de renda fixa;
  • Títulos públicos do governo federal: ativos mais seguros do país. São investimentos simples e aumentam o retorno da carteira;
  • Tesouro Selic (LFT): título de entendimento mais simples, diariamente possibilita rentabilidade positiva. Não possui risco algum;
  • Tesouro Prefixado (LTN): também de fácil entendimento, retorno garantido, pois é possível de ser prefixada a taxa de recebimento;
  • Tesouro IPCA+ (NTN-B): híbrido, de propriedades pós-fixadas e pré-fixadas;
  • Fundo garantidor de crédito (FGC): garante ao investidor o recebimento do crédito oriundo do investimento (sem golpes caso invista em ativos de renda fixa de bancos e instituições). Aprofunde-se nos ativos garantidos pelo FGC;
  • Títulos privados (de bancos pequenos e médios) de renda fixa protegidos pelo FGC: considere este investimento, pois geram bons retornos a quem investe. Considere montar uma renda fixa, com títulos públicos e privados;
  • Riscos de ativos de renda fixa: conscientize-se de sua existência, todos os ativos de renda fixa possuem algum risco, ainda que pequeno, estude os riscos nessa renda (há risco de crédito, de mercado, de liquidez e de inflação);
  • Riscos: qual sua resistência em assumi-los? Tente identificar qual sua tolerância, e ter uma carteira interessante de investimentos;
  • Condição de assumir riscos: se você tem pequena condição financeira, pequeno horizonte de investimentos, pequeno objetivo de retorno, e pequena tolerância ao risco, pequena é a sua capacidade de assumir riscos;
  • Antagonismo investidor – conservador: para crescer os 6% ao ano conforme definido anteriormente (aposentadoria), deve-ser montar comportamento mais agressivo. Ou seja, expondo-se a várias classes de ativos, diferente do conservador;
  • Ações e bolsa de valores: estude, aprofunde seus conhecimentos;
  • Compra de ações: crie estratégia de investimentos diversificados e esteja protegido;
  • Análise de ações: investimentos em fundos ou ETFs ou em ações da bolsa tem seus prós e contras, cabe a você a análise das ações;
  • Fundos imobiliários: relaciona seu capital a imóveis, considere esta opção;
  • Ativos do exterior: invista na bolsa de valores de países desenvolvidos, não precisa ter muito dinheiro;
  • Renda variável: traz riscos a serem considerados;
  • Evite investir no que desconhece: esempre tenha o domínio do investimento;
  • Alocação de ativos: simples e robusta, muito eficaz;
  • Rebalanceamento de carteira: venda na alta e compre na baixa.

4. Gestão de Riscos e Seguros

Riscos sempre existirão, avalie como assegurá-los.

Com a gestão de riscos e seguros você atinge a proteção de seu patrimônio e tem mais tranquilidade.

  • Identifique sua exposição aos riscos: identifique episódios negativos que possam ocorrer;
  • Proteção aos riscos: considere a contratação de seguros;
  • Mercado de seguros: compreenda o básico;
  • Seguro auto: necessário estudá-los e contratar para seu carro ou moto;
  • Seguro residência: previna-se contra incêndios, explosões, catástrofes e roubos;
  • Seguro de vida: necessário maior análise sobre situação atual e dependentes financeiros;
  • Seguro viagem: obrigatório dependendo de seu destino, não deixe que sua viagem seja arruinada!
  • Seguro garantia: conheça-o e decida se deve contratá-lo (bom para empresas).

5. Gestão tributária e sucessória

Nos anos 80, o leão se tornou mascote do imposto de renda (IR).

A gestão tributária se mistura muito com a de investimentos, mas é importante dar atenção a ela.

  • Imposto de renda de ativos financeiros: pesquise e estude as regras dele;
    • Imposto de renda e resultados: estude o impacto dele em seus resultados!
    • Sucessão patrimonial: avalie formas de melhorar custo tributos em relação a sucessão (holdings, inventário, etc);
    • Aprenda continuamente: para ter sucesso, disciplina e estudo sempre.

Ficou preocupado com tantos pontos a serem analisados? Avalie na possibilidade de contratação de um profissional ou empresa para lhe ajudar no seu planejamento financeiro.

Comece ainda hoje o seu planejamento financeiro, o importante iniciar a caminhada rumo a um futuro promissor.

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